O Diabo Mora Nos Comentários
Há uma semana
...and a "Drama Queen"...
Espere o melhor, prepare-se pro pior e aceite o que vier...Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...
Talvez seja a falta de assunto, a falta de saco pra escrever mais um texto que 1 ou 2 pessoas vão ler (enquanto eu leio trocentas vezes), o cansaço mental de fazer uma prova por semana que deveria decidir o meu futuro e observar como meu futuro está obscuro, e também por ver que esse mês eu não postei uma palavrinha sequer que eu resolvi forçar a barra e escrever, só pra dizer: Tá foda! Sem pique pra nada, fazendo o máximo pra conseguir estudar um pouquinho a mais... mas parece até que eu ando me sabotando... o sono vem... tudo vem... menos a vontade... e fico cada vez mais puta em pensar que as provas não são para avaliar o que a gente sabe, é só mais uma fase eliminatória... frustrante depois da 3ª ou 4ª... ainda mais quando descobre depois que os alunos daquela instituição tiveram acesso a "facilidades"... desestimulante (ainda bem q foi depois)... cidades diferentes, 8h de provas... acordar às 4:30h... espero que valha o esforço... e eu ainda preciso terminar meu trabalho... só para ter alguma coisa a mais no meu currículo... Sem saco e sem tempo até para me cansar...
"Bom, eu tenho que assumir que no vestibular eu prestei Medicina Veterinária, Biomedicina, Biologia Marinha e, por insistência do meu pai, Medicina. Acho que minha vontade de conhecer o ser vivo não imaginava que eu fosse me apaixonar pelo SER HUMANO. Pelas suas doenças, suas vontades, seus sintomas e seus medos, eu me apaixonei pelo SER HUMANO por inteiro! E nestes seis anos eu aprendi mais que uma profissão, eu aprendi um estado de espírito, um sacerdócio. Aprendi bem mais que antibióticos e aquele quadro “arrastaaaaado”, insidioso, de febre baixa da pneumonia atípica na infância, eu aprendi a ouvir, a ter calma, paciência, um pouquinho... que quando a gente gosta do que faz, o tempo passa devagar, tenha você 60, 10 ou 3 anos de formado! Que tão importante quanto aquele pré-natal de alto risco, é o riso, a compreensão e a alegria de estar ali, auxiliando sua paciente ou falando pela 3 vez sobre bacia com seus alunos. Infecto e histórias de vida no Emílio Ribas, suturas, drenagens e apendicectomias, às 2 da tarde e 2 da manhã. A educação, o respeito, a postura e a ética médica, que só se aprende com exemplos. A dedicação de quem opera um timoma pela 4 vez e suporta em si as expectativas de uma vida inteira pela frente. O carinho ao paciente que lhe dá toda aquela atenção, mesmo não entendendo direito o que você diz, nem o que você escreve e sabendo que você é um pneumologista que fuma. É mais que uma profissão, é credibilidade, é força e esperança a cada 5 minutos no pronto-socorro, é suportar uma cirurgia de 12 horas, é cuidar de um infarto, de uma depressão e de um piti! É chorar pelos amigos que foram e recepcionar os que estão chegando. É passar um intra-cath, um stent aqui, outro ali, é passar visita depois de 24 horas no ar! É uma prova de resistência, que graças a todos vocês que estão aqui e também pelos que não estão, eu pretendo ganhar.
Não vou contar nenhuma novidade ao dizer que o cantor Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, sofreu um grave acidente de avião, onde sua esposa faleceu. Assisti essa semana o documentário "Herbert: de perto" e gostei do que ele disse sobre a esposa no fim, era algo assim... um pedido da Lucy: quando você for escrever sobre mim, não faça nenhuma daquelas músicas tristes que fazem todo mundo chorar, tá! Nossa música tem que ser sempre muito feliz (assim como eles eram...)