1 de mar de 2010

Dói...

.m.u.i.t.o...r.i.d.í.c.u.l.o.


Dói a boca do estômago, de estar com fome e não querer comer; dói a consciência, de tudo aquilo que ninguém deveria ter dito; dói a cabeça perdida e os olhos, inchados, dói a noite que eu não dormi; dói os pacientes que eu atendi e o pensamento longe; dói a boca rachada e a cara estampada o estresse que eu tento esconder; dói tudo aquilo que eu espero, mas não posso exigir de ninguém; dói ver que as coisas mudam, mas não por mim; dói pensar que a única pessoa que não está calma sou eu; dói não ter o meu próprio remédio; dói piorar tudo a cada palavra e não aguentar ficar calada; dói querer um pouco mais de tudo e a certeza de mais nada; dói pensar que nessa avalanche eu joguei a primeira pedra e tenho que matar no peito todas as pedradas; dói não poder conversar e continuar a atender; dói não ter tempo nem pra sofrer sossegada; dói a garganta tentando segurar o soluço da lágrima que insiste em descer; dói e vai continuar doendo eu sei, eu conheço e já deveria estar preparada, mas não adianta falar ou escrever; que nenhuma palavra me faz parar de doer (nem parar de rimar ridiculamente...)

Saudade a gente sente... fazer o quê?




Mais uma vez, parabéns, sucesso, tudo de bom e que Deus te proporcione tudo que há de melhor para essa sua boca gigantesca... e nunca foi privilégio de ninguém falar coisas sensatas no auge de
uma briga, não seria um luxo meu... mas sempre foi obrigação de todos arcar com as consequencias do que é dito, nem que isso te custe fronhas molhadas e muito mais maquiagem que o de costume (nada!)


"HÁ ALGO ERRADO NO PARAÍSO
É MUITO MAIS QUE CONTRADIÇÃO
SOU EU CAINDO NUM PRECIPÍCIO
VOCÊ PASSANDO NUM AVIÃO

VAI VER, QUE A CONFUSÃO
FUI EU QUE FIZ, FUI EU!"

2 comentários:

Lara disse...

Coisa horrorosa, precisamos marcar uns espetinhos de morango qquer dia desses!
SIM, EU VOLTEI HAHAHA

Luciana. disse...

e pra variar, suas rimasque não são ridículas soaram como uma história tão proxima de mim. Não seria novidades se nossas fases fossem as mesmas, de novo.

O que acontece, morango trabalhador?


Beijo saudade